Parabéns, fazer vinte anos não é fácil, são duas décadas, se viveres 100 anos, terá vivido um quinto de sua vida. Foram vinte anos, talvez os melhores, infância e adolescência, infância inocência, adolescência, achamos que podemos tudo, somos super-homens e super mulheres, idade boa para mudar o mundo, sem pensar nem um segundo.Vinte anos como passou rápido. E ainda somos os mesmos, cometemos os mesmos erros, pra errar não tem idade. Vinte anos, quantos ainda temos pela frente, e os nossos planos? A verdade só o tempo pode dizer, mas como não existe verdade absoluta, podemos sonhar. Sonhar, sonhar com o que quiseres. “Sonhar é viver” assim diz a canção. Realizar é outra estória, o importante é não ficar de fora. Faça o teu momento agora, por que viver é bom, mesmo quando as suas lágrimas não te deixam ver nenhum horizonte, mas com certeza, ele estará lá, ainda mais pra quem tem apenas vinte anos, quantos planos, quantos livros, quantas paixões? Numa vida só. É a idade de não ter vergonha, porque se errares pode recomeçar mil vezes ou mais. Não temos pressa, o tempo é nosso amigo, ele passa, ele volta, ele dança, ele brinca de gato e rato, nas mil faces e disfarces que você pode imaginar. Mas você pode ir para qualquer lugar que imaginar, existem mil formas de viajar, deixe o pensamento te levar. Lugares distantes, quase sempre interessantes. Caminhos, de caminhar sozinhos, de se perder pelos caminhos. Correndo atrás de uma borboleta azul, mais azul que o horizonte. Beber água na fonte, água cristalina, para matar a sede de uma menina, que não se cansa de sonhar..... Se o sol estiver quente use protetor solar e vá pela sombra, mas nunca pare de caminhar,........e sonhar.....
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.. Parabéns!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
SEU JAIR SE FOI...
SEU JAIR SE FOI
Seu Jair que era carroceiro, toda vida, égua gorda, cavalo alazão, vixe que cavalo “ bão”. Não tinha pressa, adotou essa filosofia de vida, mas não tinha preguiça, era cabra bão. Quando nasceu sua mãe logo disse esse vai chamar Jair, nome de craque, Jair o furacão da copa de setenta. Mais Seu Jair de furacão não tinha nada, nem mesmo jogava pelada. Ser carroceiro foi o presente que Deus lhe deu. Gostava de animais, cavalos, éguas. O prazer era vê–los saudáveis, vendendo saúde e muita força para o trabalho. Animal de carroceiro trabalha muito, serviço pesado. Carregar areia e cascalho isso dá muito trabalho, sem falar o cascalho. A madeira para as construções. Caibros e vigotas, aquilo atravessado na carroça, o cavalo fica nas pontinhas do pé, um pouquinho mais o animal fica suspenso no ar. Mas não, estufa o peito abre as narinas e num passo certo, logo, logo ta lá em cima. Êta cavalinho bom.
Seu Jair saia pela manhã, e logo fazia um ou dois carreto, pronto o dia estava ganho. Fazer o que? Passava no boteco, Tomava uma branquinha e mais outra e depois a saidera. Que sempre não era a saidera. Quem freqüenta boteco sabe como é. Então passava no açougue comprava uma costela, era muita coisa, pois o pessoal lá de casa come bastante. Esses meninos estão bem crescidinhos, na verdade são três negrões que poderia esta jogando de zagueiro em qualquer time do campeonato brasileiro. Série B é claro. Mas são todos uns pernas de pau, nem pra jogar futebol não serviram, essa é a opinião do pai, Seu Jair. Mas voltando a costela que é cozida no fogão a lenha, panela de ferro e com o tempero da mulher de Seu Jair.Todos vão comer e ficar lambendo os beiços. Seu Jair comeu também como se um cavalo fosse. Então, tira a camisa, tira a botina e pisa na terra, apesar de estar na sala, em sua casa, o piso é de terra batida. Seu Jair nunca as foi de mordenidades , geladeira, fogão a gás. É fogão a lenha mesmo, quando a lenha acaba e só ir ao mato e pegar outra carroça de lenha. Então pra que fogão a gás, tanquinho geladeira, pra que tanto luxo. A vida é simples, e foi assim que Seu Jair quis viver. Fora uma casa, uma mulher, duas filhas e 4 filhos, um Deus já levou. Família bonita, de cor negra, as mais belas espécies da raça. Até parecem aqueles negros que vê nos livros de história, pintados pelo pintor Debret, pago pelo rei de Portugal para pintar as coisas da terra. Isso é um pouco da vida de Seu Jair, meu amigo. Foi a vida que Deus lhe deu. Agora esta lá em cima, vendo cavalos pastarem em pastos verdes, tão verdes que doem os olhos. Seu Jair se foi. Fica com Deus, homem bom.
Seu Jair que era carroceiro, toda vida, égua gorda, cavalo alazão, vixe que cavalo “ bão”. Não tinha pressa, adotou essa filosofia de vida, mas não tinha preguiça, era cabra bão. Quando nasceu sua mãe logo disse esse vai chamar Jair, nome de craque, Jair o furacão da copa de setenta. Mais Seu Jair de furacão não tinha nada, nem mesmo jogava pelada. Ser carroceiro foi o presente que Deus lhe deu. Gostava de animais, cavalos, éguas. O prazer era vê–los saudáveis, vendendo saúde e muita força para o trabalho. Animal de carroceiro trabalha muito, serviço pesado. Carregar areia e cascalho isso dá muito trabalho, sem falar o cascalho. A madeira para as construções. Caibros e vigotas, aquilo atravessado na carroça, o cavalo fica nas pontinhas do pé, um pouquinho mais o animal fica suspenso no ar. Mas não, estufa o peito abre as narinas e num passo certo, logo, logo ta lá em cima. Êta cavalinho bom.
Seu Jair saia pela manhã, e logo fazia um ou dois carreto, pronto o dia estava ganho. Fazer o que? Passava no boteco, Tomava uma branquinha e mais outra e depois a saidera. Que sempre não era a saidera. Quem freqüenta boteco sabe como é. Então passava no açougue comprava uma costela, era muita coisa, pois o pessoal lá de casa come bastante. Esses meninos estão bem crescidinhos, na verdade são três negrões que poderia esta jogando de zagueiro em qualquer time do campeonato brasileiro. Série B é claro. Mas são todos uns pernas de pau, nem pra jogar futebol não serviram, essa é a opinião do pai, Seu Jair. Mas voltando a costela que é cozida no fogão a lenha, panela de ferro e com o tempero da mulher de Seu Jair.Todos vão comer e ficar lambendo os beiços. Seu Jair comeu também como se um cavalo fosse. Então, tira a camisa, tira a botina e pisa na terra, apesar de estar na sala, em sua casa, o piso é de terra batida. Seu Jair nunca as foi de mordenidades , geladeira, fogão a gás. É fogão a lenha mesmo, quando a lenha acaba e só ir ao mato e pegar outra carroça de lenha. Então pra que fogão a gás, tanquinho geladeira, pra que tanto luxo. A vida é simples, e foi assim que Seu Jair quis viver. Fora uma casa, uma mulher, duas filhas e 4 filhos, um Deus já levou. Família bonita, de cor negra, as mais belas espécies da raça. Até parecem aqueles negros que vê nos livros de história, pintados pelo pintor Debret, pago pelo rei de Portugal para pintar as coisas da terra. Isso é um pouco da vida de Seu Jair, meu amigo. Foi a vida que Deus lhe deu. Agora esta lá em cima, vendo cavalos pastarem em pastos verdes, tão verdes que doem os olhos. Seu Jair se foi. Fica com Deus, homem bom.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
VAMOS BOICOTAR O CIRCO ( PARTE UM)
VAMOS BOICOTAR O CIRCO
Lembro-me do meu tempo de criança, quando chegava um circo na cidade era a maior alegria para a criançada, montávamos plantão no circo e ajudava em algumas tarefas, na montagem pra ver se ganhava algum ingresso, mas a maioria da molecada estava ali só pra zoar mesmo, porque na hora do espetáculo, dava-se um jeito de entrar e o jeito mais prático era passar debaixo do pano (lona que cercava o circo). Meu irmão era fera nisso, eu não, tinha muito medo do palhaço que fazia a guarda, o palhaço era mau, totalmente mau, completamente diferente do palhaço bonzinho do espetáculo, quando pegava alguém vazando o pano enchia-lhe de cascudos.
Uruaçu já foi cenário de grandes historias de circo, mais tem uma que além de muito engraçada, poderia ser trágica, mas de certa forma trágica foi, para um dos protagonizadores da historia, então vou contar-la e vocês entenderão, é o seguinte: Certa vez um circo se aportou em Uruaçu e antes mesmo de ter montado a lona, là estavam dois leões em sua jaula, que não oferecia segurança nenhuma, e bastante famintos, como é comum na maioria dos circos, sentiram o cheiro de carne fresca, da pobre ègua do leiteiro que entregava leite ali por perto, os leões com bastante fome arrebentaram a jaula e partiram para cima da pobre égua, o leiteiro, Seu Murilo meu amigo, sem entender nada começou a gritar “passa til, passa til”, e bater com a pinhola nos leões, porque achava que fossem cachorros, devido a não ter jubas por serem ainda novos, mas já bem grandinhos, nesse tempo alguém gritou “não é cachorro não, é leão”, então seu Murilo despiu-se de toda sua coragem e rumou fora, arrebentou um portão de madeira no peito, quando chegou do outro lado desmaiou, trouxeram água com açúcar e calmantes, mas logo em seguida levaram-no para o hospital, aquilo tinha sido demais para seu humilde coraçãozinho de leiteiro. Enquanto isso, os leões se deliciavam com a pobre egua, comeram, comeram e comeram a egua do Seu Murilo, no sentido literal da palavra.
E assim os leões saciados passaram o resto do dia soltos, dentro de um lote cercado de muro, enquanto buscavam o seu domador em Goiânia, que chegou a tardezinha. Eu que na época tinha 12 anos, passei o dia là e assim uma grande quantidade de gaiatos torcendo para que algo mais acontecesse, e nesse meio tempo veio o carro do Juarez Publicidade, que tocava a musica do Roberto Carlos, “O leão esta solto, foi culpa de seu domador........”
Mas, o que quero falar è coisa seria, nos dias de hoje com tanta evolução não podemos aceitar um animal preso numa jaula 24 horas, sendo a mesma um lugar totalmente desapriopiado, é pequena, suja e não oferece nem nenhum conforto aos animais, isso é quase um massacre para o animal que não tem nenhuma privacidade, sendo exposto ao stress diário, tanto dentro jaula como durante as apresentações. Sem falar que são mal alimentados e não tem cuidados veterinários que merecem. Vivem num lugar insólito, totalmente diferente do seu habitat natural. Não podemos aceitar isso. Os zoológicos já foram, ou estão sento totalmente reformados para que os animais tenham conforto, e carga mínima de stress, os espaços foram aumentados para que os animais possam ter maior liberdade e seus momentos de privacidade, não ficando o tempo todo expostos aos visitantes, que sabemos que aporrinham os animais mesmo. Jogam comida, que não é apropriada a sua alimentação , fazendo isto parecer um verdadeiro Big Brother. Então, conclamo todos organizações ambientais, Geo ambiente, DNA. Pessoas do Green Peace, porque sei que aqui tem ativistas dessa grande corporação e outras pessoas ligadas ao meio ambiente. Vamos a câmara de vereadores pedir que seja aprovada uma lei, que já existe em quase todas capitais e outras cidades. Lei que proíba atividades de circos que possuam animais silvestres como atração. Vamos se mexer galera e dizer a que viemos.
Lembro-me do meu tempo de criança, quando chegava um circo na cidade era a maior alegria para a criançada, montávamos plantão no circo e ajudava em algumas tarefas, na montagem pra ver se ganhava algum ingresso, mas a maioria da molecada estava ali só pra zoar mesmo, porque na hora do espetáculo, dava-se um jeito de entrar e o jeito mais prático era passar debaixo do pano (lona que cercava o circo). Meu irmão era fera nisso, eu não, tinha muito medo do palhaço que fazia a guarda, o palhaço era mau, totalmente mau, completamente diferente do palhaço bonzinho do espetáculo, quando pegava alguém vazando o pano enchia-lhe de cascudos.
Uruaçu já foi cenário de grandes historias de circo, mais tem uma que além de muito engraçada, poderia ser trágica, mas de certa forma trágica foi, para um dos protagonizadores da historia, então vou contar-la e vocês entenderão, é o seguinte: Certa vez um circo se aportou em Uruaçu e antes mesmo de ter montado a lona, là estavam dois leões em sua jaula, que não oferecia segurança nenhuma, e bastante famintos, como é comum na maioria dos circos, sentiram o cheiro de carne fresca, da pobre ègua do leiteiro que entregava leite ali por perto, os leões com bastante fome arrebentaram a jaula e partiram para cima da pobre égua, o leiteiro, Seu Murilo meu amigo, sem entender nada começou a gritar “passa til, passa til”, e bater com a pinhola nos leões, porque achava que fossem cachorros, devido a não ter jubas por serem ainda novos, mas já bem grandinhos, nesse tempo alguém gritou “não é cachorro não, é leão”, então seu Murilo despiu-se de toda sua coragem e rumou fora, arrebentou um portão de madeira no peito, quando chegou do outro lado desmaiou, trouxeram água com açúcar e calmantes, mas logo em seguida levaram-no para o hospital, aquilo tinha sido demais para seu humilde coraçãozinho de leiteiro. Enquanto isso, os leões se deliciavam com a pobre egua, comeram, comeram e comeram a egua do Seu Murilo, no sentido literal da palavra.
E assim os leões saciados passaram o resto do dia soltos, dentro de um lote cercado de muro, enquanto buscavam o seu domador em Goiânia, que chegou a tardezinha. Eu que na época tinha 12 anos, passei o dia là e assim uma grande quantidade de gaiatos torcendo para que algo mais acontecesse, e nesse meio tempo veio o carro do Juarez Publicidade, que tocava a musica do Roberto Carlos, “O leão esta solto, foi culpa de seu domador........”
Mas, o que quero falar è coisa seria, nos dias de hoje com tanta evolução não podemos aceitar um animal preso numa jaula 24 horas, sendo a mesma um lugar totalmente desapriopiado, é pequena, suja e não oferece nem nenhum conforto aos animais, isso é quase um massacre para o animal que não tem nenhuma privacidade, sendo exposto ao stress diário, tanto dentro jaula como durante as apresentações. Sem falar que são mal alimentados e não tem cuidados veterinários que merecem. Vivem num lugar insólito, totalmente diferente do seu habitat natural. Não podemos aceitar isso. Os zoológicos já foram, ou estão sento totalmente reformados para que os animais tenham conforto, e carga mínima de stress, os espaços foram aumentados para que os animais possam ter maior liberdade e seus momentos de privacidade, não ficando o tempo todo expostos aos visitantes, que sabemos que aporrinham os animais mesmo. Jogam comida, que não é apropriada a sua alimentação , fazendo isto parecer um verdadeiro Big Brother. Então, conclamo todos organizações ambientais, Geo ambiente, DNA. Pessoas do Green Peace, porque sei que aqui tem ativistas dessa grande corporação e outras pessoas ligadas ao meio ambiente. Vamos a câmara de vereadores pedir que seja aprovada uma lei, que já existe em quase todas capitais e outras cidades. Lei que proíba atividades de circos que possuam animais silvestres como atração. Vamos se mexer galera e dizer a que viemos.
CIRCO PARTE TRÊS
Era uma manha ensolarada na pequena cidade de Uruaçu, o leiteiro, Seu Murilo, entregava leite nas casas, como fazia há anos, montado na sua carroça, puxada pela sua eguinha pedrez, corria de casa em casa e buzinava de forma estridente com aquela buzina que para funcionar era preciso apertar como se aperta peito de moça, como diria, era uma verdadeira buzinação e assim seguia, quando sua buzina não era suficiente, gritava também de forma estridente, oia leite, oia leite, pelo menos três vezes, acordando aqueles que acostumava dormir ate mais tarde e assim seguia sua rotina matinal. Mas a manha que tinha tudo pra ser normal, de repente mudou, o destino quis ser cruel com seu Murilo, surgiram dois leões vindo de onde, Seu Murilo não sabia, pularam em cima de sua eguinha, mais propriamente no pescoço ate atingir a sua ”veia arteira”, como diz o dito popular, não sei porque preferiram a égua a Seu Murilo.
Então os leões, ainda jovens, com jubas ainda pequenas , foi o que fez Seu Murilo pensar que não passava de simples cachorrinhos, levados querendo brincar com a sua eguinha, ate o momento que alguém gritou, não e cachorro não é leão, essa parte o leitor já sabia, pois contei na historia passada. Então passamos aos leões, que pra mim eram um casal, e assim chamaremos de Junior e June, nomes simpáticos que escolhi para os leões que paparam a eguinha de Seu Murilo, mais então quando a pobre eguinha já não mais esboçava nenhuma reação, então passaram do pescoço para as partes traseiras, aquelas coxas gostosas e suculentas da pobre eguinha eram comidas pelos leões que de boca cheia pensavam: “está sendo a melhor refeição que já tivemos em nossas vidas, carne fresquinha e macia, com direito a escolher as melhores partes, claro escolheram as partes traseiras”.
E assim os leões Junior e June se banquetearam a vontade, e já fartos pularam o murro de um lote baldio, deitaram na sombra de uma árvore para dormir o melhor sono que já tiveram e sonharam, estamos no paraíso, comida farta. Quantos leiteiros estariam entregando leite, neste momento, em suas carroças por esse país a fora? Poderíamos comer uma eguinha por dia, um detalhe, não beberam água não, será que os leões são parentes dos camelos que consomem pouca água? Mas isso é apenas um detalhe. Estavam inebriados de liberdade, pois aquele murro, pulariam como num passe de mágica, e em dois tempos estariam do outro lado. Mas o que fazer com tamanha liberdade? Estavam acostumados a viver no pequeno espaço daquela jaula, fétida de 2x3 metros. E agora, tínhamos o mundo para desbravar, e o que fazer? Podiam dar um passeio por aquela selva de pedra, a cidade. E matar um homem ou mulher e comê-los. Pois na África a terra mãe dos leões, leão se torna perigoso quando já matou um homem, pois assim perdem o medo e descobre que o ser humano é frágil e indefeso. A não ser quando estão armados. Mas não, preferiram ficar ali naquele cercado. E nisso ia juntando gente, um bando de curiosos que arriscavam a vida para verem dois leões soltos. A tal da curiosidade mata. Os mais corojasos chegavam bem próximos e enxergavam os leões deitados, e os gaiatos como então, gritavam lá vem os leões, então era aquele tumulto, mulheres atropelavam crianças, adultos atropelavam mulheres, que caiam e se levantavam e continuavam correndo. E eu com apenas 12 anos, também estava lá e já tinha o meu plano. Se os leões viessem de verdade eu correria ate a casa mais próxima e entraria, e se a dona fechasse a porta, faria como Seu Murilo arrebentava a porta no peito, mas explicando, a porta era de madeira já corroída pelo tempo. Então já dentro da casa, esconderia de baixo da cama, no banheiro ou ate mesmo dentro do guarda roupa com fazem os amantes quando pegos de surpresa. Mas isso não aconteceu, e leões permaneceram lá ate a tardinha quando o domador chegou de Goiânia, com a tarefa de recolocar-los na jaula. Então chegou o domador, vestido a caráter e de costeletas grandes , botas de bico fino e um chicote na mão. Pronunciou algumas palavras de comando, e os leões que haviam comido a eguinha de Seu Murilo, entraram na jaula e assim permaneceram toda temporada que o circo esteve na cidade. Pensando bem, acho que os leões imaginaram:” é não nascemos pra caçar, o nosso destino é viver dentro dessa jaula o resto de nossas vidas”. E assim a cidadezinha pacata, localizada no norte de Goiás continuou a sua vidinha de cidade do interior. Mas para o Seu Murilo, a vida nunca mais foi a mesma. E essa historia de leão, nem o do imposto de renda.
Era uma manha ensolarada na pequena cidade de Uruaçu, o leiteiro, Seu Murilo, entregava leite nas casas, como fazia há anos, montado na sua carroça, puxada pela sua eguinha pedrez, corria de casa em casa e buzinava de forma estridente com aquela buzina que para funcionar era preciso apertar como se aperta peito de moça, como diria, era uma verdadeira buzinação e assim seguia, quando sua buzina não era suficiente, gritava também de forma estridente, oia leite, oia leite, pelo menos três vezes, acordando aqueles que acostumava dormir ate mais tarde e assim seguia sua rotina matinal. Mas a manha que tinha tudo pra ser normal, de repente mudou, o destino quis ser cruel com seu Murilo, surgiram dois leões vindo de onde, Seu Murilo não sabia, pularam em cima de sua eguinha, mais propriamente no pescoço ate atingir a sua ”veia arteira”, como diz o dito popular, não sei porque preferiram a égua a Seu Murilo.
Então os leões, ainda jovens, com jubas ainda pequenas , foi o que fez Seu Murilo pensar que não passava de simples cachorrinhos, levados querendo brincar com a sua eguinha, ate o momento que alguém gritou, não e cachorro não é leão, essa parte o leitor já sabia, pois contei na historia passada. Então passamos aos leões, que pra mim eram um casal, e assim chamaremos de Junior e June, nomes simpáticos que escolhi para os leões que paparam a eguinha de Seu Murilo, mais então quando a pobre eguinha já não mais esboçava nenhuma reação, então passaram do pescoço para as partes traseiras, aquelas coxas gostosas e suculentas da pobre eguinha eram comidas pelos leões que de boca cheia pensavam: “está sendo a melhor refeição que já tivemos em nossas vidas, carne fresquinha e macia, com direito a escolher as melhores partes, claro escolheram as partes traseiras”.
E assim os leões Junior e June se banquetearam a vontade, e já fartos pularam o murro de um lote baldio, deitaram na sombra de uma árvore para dormir o melhor sono que já tiveram e sonharam, estamos no paraíso, comida farta. Quantos leiteiros estariam entregando leite, neste momento, em suas carroças por esse país a fora? Poderíamos comer uma eguinha por dia, um detalhe, não beberam água não, será que os leões são parentes dos camelos que consomem pouca água? Mas isso é apenas um detalhe. Estavam inebriados de liberdade, pois aquele murro, pulariam como num passe de mágica, e em dois tempos estariam do outro lado. Mas o que fazer com tamanha liberdade? Estavam acostumados a viver no pequeno espaço daquela jaula, fétida de 2x3 metros. E agora, tínhamos o mundo para desbravar, e o que fazer? Podiam dar um passeio por aquela selva de pedra, a cidade. E matar um homem ou mulher e comê-los. Pois na África a terra mãe dos leões, leão se torna perigoso quando já matou um homem, pois assim perdem o medo e descobre que o ser humano é frágil e indefeso. A não ser quando estão armados. Mas não, preferiram ficar ali naquele cercado. E nisso ia juntando gente, um bando de curiosos que arriscavam a vida para verem dois leões soltos. A tal da curiosidade mata. Os mais corojasos chegavam bem próximos e enxergavam os leões deitados, e os gaiatos como então, gritavam lá vem os leões, então era aquele tumulto, mulheres atropelavam crianças, adultos atropelavam mulheres, que caiam e se levantavam e continuavam correndo. E eu com apenas 12 anos, também estava lá e já tinha o meu plano. Se os leões viessem de verdade eu correria ate a casa mais próxima e entraria, e se a dona fechasse a porta, faria como Seu Murilo arrebentava a porta no peito, mas explicando, a porta era de madeira já corroída pelo tempo. Então já dentro da casa, esconderia de baixo da cama, no banheiro ou ate mesmo dentro do guarda roupa com fazem os amantes quando pegos de surpresa. Mas isso não aconteceu, e leões permaneceram lá ate a tardinha quando o domador chegou de Goiânia, com a tarefa de recolocar-los na jaula. Então chegou o domador, vestido a caráter e de costeletas grandes , botas de bico fino e um chicote na mão. Pronunciou algumas palavras de comando, e os leões que haviam comido a eguinha de Seu Murilo, entraram na jaula e assim permaneceram toda temporada que o circo esteve na cidade. Pensando bem, acho que os leões imaginaram:” é não nascemos pra caçar, o nosso destino é viver dentro dessa jaula o resto de nossas vidas”. E assim a cidadezinha pacata, localizada no norte de Goiás continuou a sua vidinha de cidade do interior. Mas para o Seu Murilo, a vida nunca mais foi a mesma. E essa historia de leão, nem o do imposto de renda.
domingo, 30 de setembro de 2007
O CIRCO PARTE DOIS (SÓ NOS BASTIDORES)
Contaremos nesta parte detalhes que foram esquecidos na primeira edição, então vamos la. Quando o circo chegava na cidade logo formava um alvoroço, era donas de casas amarrando seus cachorros, porque logo corria o boato que o circo estava comprando cachorros para alimentar os leões na maioria das vezes era feito uma barganha, alguém que roubava e levava um cachorro, claro, ninguém ia levar o seu próprio cachorro, assim era covardia demais com o velho cão que era considerado um membro da família. Levavam um cão roubado, da vizinha, da sogra ou de quem fosse, mas chegando faziam a barganha, era um cachorro não sei por quantos ingressos, também não sei se cães maiores valiam mais ingressos, devia valer, e todos davam a sua cotação, era 3, era 5 ou mais ingressos, não sei, não vamos entrar nessa briga porque essa briga e cachorro grande. Mas quem tinha o seu cãozinho guardava de baixo de sete chaves. Mas quero que fique bem claro que nunca troquei cachorros por ingressos, dessa forma preferia não ver o espetáculo. Mas também não sei se era verdade,porque nunca presenciei o tal fato. Mas sei que durante a toda a temporada do circo, todo cachorro que sumia, o culpado logo era o circo.
Mas tai, a historia continua com os leões que comeram a egua do Seu Murilo, o leiteiro que numa manha ensolarada entregava desprenteciosamente o leite. Fico imaginando o que Seu Murilo pensou depois do famigerado susto, convido todos vocês a imaginar, o meu pensamento é: “Oh meu Deus porque isso esta acontecendo comigo, deve ser castigo por ter colocado água no leite” Foi tão pouca água no leite, que Seu Murilo julgava não merecer tamanho castigo.
O que vocês acham? Convoco vocês novamente a refletir. Mas o que é isso seu Murilo, deixa de grilo, isso acontece! Pior foi o que aconteceu com sua eguinha pedrez, cujo o nome eu não sei. Mas um dia vou ter o disparate de perguntar a Seu Murilo o nome da egua. Que morreu de forma trágica nas garras de dois leões. Agora fico pensando será que compensou a morte da egua. Seria o seu destino, matar a fome daqueles leões famintos, talvez na bíblia se encontre explicação para o acontecimento. Mas o que pensou a pobre egua antes de morrer? Eu acho que ela pensou assim: “Oh meu Deus, que falta de sorte a minha encontrar dois leões famintos aqui em Uruaçu onde jamais ocorreu fato igual. Se pelo menos estivesse na áfrica, local de origem dos leões. Mas estou em plena America do Sul. Onde é remotissima a possibilidade de encontrar leões, principalmente soltos por ai. A minha falta de sorte é tamanha, a estática caiu em minha cabeça.”
Mas mudando de assunto, pergunto, será que Seu Murilo foi indenizado pela perda de sua eguinha de estimação? Na época ouvi dizer que os donos do circo iam dar o lucro da portaria, do dia da estréia em forma de pagamento. Que rendeu um bom dinheiro, a casa estava lotada devido o marketing que se deu o tal fato. Será que Seu Murilo foi assistir espetáculo? Estava na primeira fila? Que nada Seu Murilo não queria nem falar em circo, a palavra dava arrepios. Mas mandou alguém em seu lugar, mas na hora do acerto os donos alegaram que o circo estava com muitas dividas e que o acerto ficaria depois. Ate hoje Seu Murilo não recebeu a sua indenização. Mas eu tenho algumas perguntas, que quando criar coragem vou fazê-las a Seu Murilo eis ela. Seu Murilo qual era mesmo o nome da egua? Seu Murilo você batia com a pinhola na egua? Seu Murilo você continua pondo água no leite?Nota: Seu Murilo continua na profissao de
Mas tai, a historia continua com os leões que comeram a egua do Seu Murilo, o leiteiro que numa manha ensolarada entregava desprenteciosamente o leite. Fico imaginando o que Seu Murilo pensou depois do famigerado susto, convido todos vocês a imaginar, o meu pensamento é: “Oh meu Deus porque isso esta acontecendo comigo, deve ser castigo por ter colocado água no leite” Foi tão pouca água no leite, que Seu Murilo julgava não merecer tamanho castigo.
O que vocês acham? Convoco vocês novamente a refletir. Mas o que é isso seu Murilo, deixa de grilo, isso acontece! Pior foi o que aconteceu com sua eguinha pedrez, cujo o nome eu não sei. Mas um dia vou ter o disparate de perguntar a Seu Murilo o nome da egua. Que morreu de forma trágica nas garras de dois leões. Agora fico pensando será que compensou a morte da egua. Seria o seu destino, matar a fome daqueles leões famintos, talvez na bíblia se encontre explicação para o acontecimento. Mas o que pensou a pobre egua antes de morrer? Eu acho que ela pensou assim: “Oh meu Deus, que falta de sorte a minha encontrar dois leões famintos aqui em Uruaçu onde jamais ocorreu fato igual. Se pelo menos estivesse na áfrica, local de origem dos leões. Mas estou em plena America do Sul. Onde é remotissima a possibilidade de encontrar leões, principalmente soltos por ai. A minha falta de sorte é tamanha, a estática caiu em minha cabeça.”
Mas mudando de assunto, pergunto, será que Seu Murilo foi indenizado pela perda de sua eguinha de estimação? Na época ouvi dizer que os donos do circo iam dar o lucro da portaria, do dia da estréia em forma de pagamento. Que rendeu um bom dinheiro, a casa estava lotada devido o marketing que se deu o tal fato. Será que Seu Murilo foi assistir espetáculo? Estava na primeira fila? Que nada Seu Murilo não queria nem falar em circo, a palavra dava arrepios. Mas mandou alguém em seu lugar, mas na hora do acerto os donos alegaram que o circo estava com muitas dividas e que o acerto ficaria depois. Ate hoje Seu Murilo não recebeu a sua indenização. Mas eu tenho algumas perguntas, que quando criar coragem vou fazê-las a Seu Murilo eis ela. Seu Murilo qual era mesmo o nome da egua? Seu Murilo você batia com a pinhola na egua? Seu Murilo você continua pondo água no leite?Nota: Seu Murilo continua na profissao de
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Quem so eu......
As vezes me pego pensando, quem seria essa pessoa cheia de duvidas, mas também com muitas certezas e algumas esperanças, acho que já vivi demais, muito caminhos já percorri, muitos livros, muitos filmes e muitos romance, ai como é bom amar, só acredito na felicidade plena quando se esta amando, o amor remove montanhas, como diz poeta, a vida não vale a pena se alma é pequena. Mas sou carente de amor, sem amor eu não viveria, uma planta, um vegetal ou uma pedra, mais com amor tudo é diferente, sou aquele tipo de pessoa que preciso ser amado e esta amando. Amo a vida, os pássaros, as borboletas e abelhas. Amo o por do sol e me transformo quando e lua cheia. Não sou uma pessoa que fica indiferente diante dos acontecimentos, sempre tomo parido e quase sempre para o lado do mais fracos. E assim, carrego um caminhão de sentimentos dentro de min, chorar nem sempre a saída, em vez do choro acredito nas atitudes, na fé e nas orações, aquela em você fala directamente para Deus e não adianta falar da boca pra fora não. Você não se diz cristão, o amor e coisa mais pura, você precisa amar o próximo com a se mesmo.
O que eu fiz ou deixei de fazer ou estou pra fazer. Quero conhecer outros países, Europa e os Estados Unidos, quero conhecer o Central Park e Nova York, quero saber se possuem toda magia mostrada nos filmes. Quero conhecer Paris a Torre Eifil, quero também muitos lugares aqui no Brasil. Quero comprar o meu sitio e criar minhas vaquinhas, plantar muitas árvores e velas flori-las na primavera. Enfim, quero saúde para esperar todo tempo necessário para curtir as menores coisa, a mais simples, porque essas são as mais importantes.
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